Os milênicos e o burnout – a síndrome do século.

novembro 14, 2019 12:05 pm


Os seres humanos experienciam, dia a dia, sensações de esgotamento físico, mental e espiritual, na qual estamos acostumados a denominar esses episódios como “stress”. Porém, recentemente, descobriu que a palavra “stress” já não é o suficiente para caracterizar sentimentos como estes. 


Os milênicos – assim chamamos a nova geração – está constantemente buscando satisfação, na vida pessoal e principalmente na profissional. Também não se satisfazem apenas em dizer que “estão estressados” por x ou n motivos. Precisam de mais, precisam saber o porquê
Precisam falar e entender sobre o Burnout

Burnout


Herbert Freudenberger, Psicólogo estadunidense, foi o primeiro a falar sobre o burnout, em 1974 diagnosticou com burnout as pessoas que tinham “colapso mental ou físico devido ao excesso de trabalho ou stress“. 
Existindo então, uma diferença entre o stress e o burnout. O stress, conhecido por diversas gerações, nos faz repensar sobre nossos valores, virtudes, caráter e também o nosso ego.

E ele pode vir por diversas ocasiões e episódios que vivenciamos constantemente. 
Essas ocasiões e episódios nos deixam entre a nossa zona de conforto e a zona de desespero, é nesse momento que ocorre uma evolução, e evoluir é sair da nossa “bolha”, o que pode causar, naturalmente, sentimentos como medo e stress. 


Quando uma pessoa está passando por uma fase de evolução na vida, se ela tiver consciência dos seus próprios limites, há uma tendência para que a mesma dê alguns passos para trás na sua trajetória da evolução. 
Isso acontece naturalmente, porque para mudar e evoluir é preciso ajustar o seu sistema funcional, preparar a mente e a alma, e posteriormente voltar para encarar os desafios da vida. E esses ajustes ocorrem na zona de conforto da qual essa pessoa se encontrava antes de encarar um caminho diferente.  


Já no burnout a pessoa não tem nenhuma consciência. Não há um ou dois passos para trás para retomar seu estado de conforto e encarar situações adversas. No burnout se vive em constante desconforto, sempre na zona de desespero, sentindo a exaustão te consumir dia após dia. 


É possuir um padrão de vida extremamente estressante, mas que acontece tão constantemente que o seu sistema imunológico e o seu organismo já se acostumaram com essa rotina e não te permitem repensar. 

A multifuncionalidade


multifuncionalidade das pessoas permitem que elas sejam versáteis e resilientes. Há pessoas que vivem no sol escaldante da Etiópia, enquanto outras vivem no frio congelante da aldeia russa de Oymyakon. 
Existem pessoas que nem sequer tomam refrigerante ou comem fast food pensando na sua saúde e longevidade, outras portanto custam beber um copo de água por dia, e não quer dizer que a primeira viverá mais que a segunda. 


O fato é que viver é uma constante evolução, na qual as pessoas passam por diversos episódios de stress. Porém, esses episódios que ocorrem frequentemente e são considerados uma normalidade, podem causar um problema muito maior. 


Viver estressado é tão comum para essas pessoas, que, o inconsciente já não as permite mais relaxar. O corpo humano está sempre na zona de desespero, onde é praticamente impossível descansar, sossegar ou contar até 10


Nesta geração atual, é mais comum que estejamos conectados com a tecnologia e a vida profissional 24 horas por dia. Vivemos como máquinas que parecem possuir baterias inacabáveis. 


Paramos de dar tempo ao tempo. Ao mesmo momento em que escrevo esse texto, estou almoçando. Ao mesmo tempo em que uma pessoa está no banho, ela está pensando no projeto que precisa entregar na manhã seguinte. Ao mesmo tempo em que estamos com a nossa família no domingo à tarde, estamos pensando que mais uma semana corrida vem pela frente


Dessa forma, não estamos fazendo nem uma coisa e nem outra por completo. 


E você? Conseguiu ler esse texto e estar inteiramente refletindo sobre ele sem pensar no que vai fazer daqui a cinco minutos