Motivação de colaboradores nas empresas brasileiras

maio 15, 2019 11:24 pm

Empresas brasileiras precisam focar em sustentar os níveis de engajamento e motivação de funcionários, uma vez que o crescimento (que era rápido), se reduziu consideravelmente.

Até recentemente, a economia do Brasil foi considerada um “milagre de crescimento” em meio a uma economia global lenta. Nos dois últimos anos, o crescimento rápido do Brasil – assim como o de outros principais países emergentes – se reduziu consideravelmente, tornando-se uma fonte de preocupação para alguns economistas e políticos.

Para muitos desses países emergentes, aumentar o nível de produtividade dos colaboradores é uma parte extremamente importante para aumentar o crescimento interno. No Brasil, de acordo com um artigo de 2012 do Financial Times, “produtividade laboral…tem crescido a uma média de pouco mais que 1% ao ano nos últimos 15 anos, mirando sua competitividade“.

Para você que assim como eu, não faz ideia do que é “produtividade laboral”, aqui vai uma explicação rápida: “Produtividade laboral consiste no aumento ou na diminuição do rendimento, o que se reflete nas variações do trabalho, no capital, na técnica ou noutro qualquer fator.

Para solucionar esse problema, seria preciso investir em educação e treinamento de novas habilidades, como empreendedorismo e educação financeira. Entretanto, isto também requer uma mudança na direção nas empresas e das estratégias de gerenciamento e condições de trabalho que ajudam a potencializar a produtividade e o compromisso para agregar valor a suas organizações.

O estudo de engajamento de colaboradores da GALLUP em mais de 140 países, apresentado no relatório “State of the Global Workplace” contém notícias relativamente boas para o Brasil. Entre os brasileiros que trabalham para um empregador, 27% são engajados, ou altamente produtivos e comprometidos em prover valor para suas empresas. Enquanto que somente 12% são ativamente desengajados e susceptíveis a espalhar negatividade a respeito de sua organização entre os colegas de trabalho. Entretanto, ainda há espaço para melhorias nesses números.

A maior parte dos colaboradores brasileiros, está na categoria “não engajada”, com falta de motivação por não se sentir recompensado ou reconhecido e simplesmente “levando a vida” durante a jornada de trabalho. A razão entre colaboradores engajados e ativamente desengajados no Brasil – 2.25 para 1 – é uma das mais favoráveis entre os 20 países da américa latina estudados.

Podemos ver alguns resultados fortes de engajamento dos colaboradores brasileiros que são acompanhados por um senso maior de otimismo entre a população geral.

O futuro da força de trabalho no Brasil, não tão otimista

Se a visão positiva dos brasileiros é sustentável ao longo da próxima década, entretanto, permanece algo a ser visto. Desde desaceleração econômica do Brasil em 2011, a taxa de desemprego no país começou a crescer. Consequentemente, nosso pensamento em relação a isso é que quanto mais alto o nível de desemprego, é natural que os colaboradores se sintam mais engajados, controlados pelo medo de se mostrar desengajados e perder o emprego. Concordam com a visão?

Outro ponto é: quanto mais brasileiros procuram por trabalho, a qualidade dos empregos que podem encontrar afetará como eles vêem suas vidas. Taxas de crescimento decrescentes também têm sido acompanhadas por frustração entre brasileiros que sentem que o governo tem falhado para aumentar o acesso a oportunidades econômicas. 

Precisamos de colaboradores confiantes em seus futuros

A Hero365 acredita que há muito espaço para melhoria em engajamento, principalmente no Brasil. Por exemplo, uma empresa brasileira de serviços adotou o engajamento de funcionários como uma importante parte de sua estratégia de negócio, enquanto se expandia geograficamente e ganhava posição de liderança no seu mercado. 

A empresa tem medido engajamento a cada seis meses e treinado gestores em como criar e implementar planos de ação baseados nos resultados – e seu percentual de funcionários engajados quadruplicou de 2009 a 2013. Mais importante, sua estratégia de gerenciamento focada no funcionário preparou o terreno para alta produtividade e serviço de excelência.

Qual a conclusão disso tudo?

O Brasil continuará a lidar com desafios econômicos nos próximos anos. Para superá-los, será importante para todos os negócios operando no Brasil – de multinacionais a startups – se concentrarem em práticas de gestão que estimulem funcionários a se tornarem engajados em seu trabalho e confiantes em seu futuro econômico.

Fontes

[1] http://www.economist.com/economics/by-invitation/questions/age-emerging-market-growth-miracles-end

[2] http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/10/08/chart-of-the-week-its-the-labour-productivity-stupid/#ixzz2i5m0NH44

[3] http://www.economist.com/economics/by-invitation/guest-contributions/still-plenty-scope-catch-up-through-skill-accumulation